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Associativismo 

«MARIA» e Porto de Aveiro vão colaborar na protecção e defesa do território lagunar

O Porto de Aveiro tem uma grande sensibilidade para alguns dos problemas que emergem em zonas interiores da laguna (da Ria) e está disponível para trabalhar na qualificação de espaços que não têm actividade económica e que são, por isso, zonas de fruição pública.

A garantia foi dada pela Presidente do Conselho de Administração do Porto de Aveiro, Fátima Alves, durante uma reunião solicitada pelo MARIA para apresentação de cumprimentos e para esclarecimento dos princípios fundadores do Movimento.

Durante a reunião, que se prolongou por cerca de uma hora, a responsável do Porto de Aveiro referiu que a sua equipa de gestão está muito sensibilizada para questões como o assoreamento e a qualidade do ar, entre outras, notando que o Porto de Aveiro pretende ser um promotor do desenvolvimento sustentável.

Com larga experiência académica e profissional na área do ambiente, e figura de primeiro plano de um movimento que emergiu há 17 anos para contestação de um projeto imobiliário e uma marina na Praia da Barra, Fátima Alves disse estar disponível para colaborar em parceria com o MARIA em ações que venham a ser desencadeadas futuramente.

Estamos felizes que nos vejam com um parceiro e estamos disponíveis para colaborar, indicou a Presidente do Conselho de Administração do Porto de Aveiro, salientando que a resolução de alguns problemas da Ria, pela sua complexidade e multilateralidade, implica, por natureza, uma decisão morosa, que sai do alcance da gestão do Porto.

No curto prazo, O MARIA e o Porto de Aveiro acordaram poder desenvolver ações conjuntas para esclarecimento didático sobre matérias que tenham a ver com a jurisdição de algumas zonas lagunares e ainda sobre projetos em curso da iniciativa do órgão gestor da infraestrutura portuária que impactem nas águas interiores da laguna.

Trata-se, segundo disse, de um bom exercício para sistematizar e partilhar com os cidadãos, empresas e associações os assuntos do Porto de Aveiro, que é pioneiro na Europa no reconhecimento da sua responsabilidade ambiental.

Por seu lado, o Movimento de Amigos da Ria de Aveiro transmitiu ao Conselho de Administração do Porto de Aveiro a sua integral disponibilidade para colaborar em ações de reflexão e debate sobre os problemas da Ria, indicando que em resultado desta preocupação terá lugar a 15 de junho uma conferência sobre o tema do assoreamento.

Após uma síntese das razões que determinaram o surgimento do MARIA, os responsáveis do Movimento sublinharam que pretendem ser fórum cívico, plural, de reflexão, debate, troca de experiências, ação cooperativa e intervenção pública e no espaço público sobre todas as matérias que digam respeito à Ria de Aveiro, considerando as ameaças naturais e os fenómenos de carácter ambiental, a intervenção humana, ou a sua falta.

Indicaram, finalmente, que o MARIA visa a promoção e defesa do ecossistema integrado da Ria, enquanto realidade socioeconómica presente e com forte importância nos municípios de Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar e Vagos, numa lógica colaborativa, do bem-estar e desenvolvimento das diferentes comunidades e operadores, na defesa dos seus interesses e dos seu inter-relacionamento.

Participaram na reunião em representação do Porto de Aveiro Fátima Lopes Alves, Nuno Marques Pereira, Isabel Moura Ramos e Hélder Vale Nogueira (os dois últimos só na parte final), sendo a delegação do MARIA composta por António Granjeia, Humberto Rocha e Paulo Ramalheira.

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