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UNIVERSIDADE DE AVEIRO - SEGUNDO E ÚLTIMO DIA DAS CONFERÊNCIAS SOBRE EXPORTAÇÃO

Conselhos para o êxito das empresas no estrangeiro apresentados nas Exit Talks

Na manhã do segundo dia das conferências Exit Talks falou-se sobre estratégias de internacionalização, de como atrair investimento estrangeiro para Portugal, da dificuldade de acesso ao crédito e de casos de sucesso de empresas portuguesas no exterior. O ex presidente executivo do grupo Mota Engil, Jorge Coelho, o presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich, Benjamim Santos, da Indasa, Sandra Correia, da Pelcor, e Paulo Pinho, da Bosch, foram os convidados dos painéis da manhã.

Fernando Ulrich destacou que “o desafio para Portugal é que o peso do internacional na economia seja cada vez maior do que o interno. Esse caminho está em curso. Não tenho dúvidas de que Portugal vai conseguir”.

E um dos primeiros fatores para o êxito de uma empresa no estrangeiro é a existência de uma “estratégia correta”, é a definição de “pilares centrais de estratégia”, o que, no caso da Mota Engil, passou pela internacionalização (América Latina), diversificação (oferta de uma variedade de serviços como construção, logística, resíduos, água, portos,…) e desenvolvimento dos recursos humanos da empresa, defendeu Jorge Coelho.

O antigo gestor da Mota Engil fez questão de sublinhar um conselho “muito sábio” que Alexandre Soares dos Santos lhe deu há uns anos atrás: “Quando se pretende entrar no mercado estrangeiro deve-se constituir uma equipa que vai ao país em questão conhecer a legislação laboral e fiscal, falar com a banca, com as associações empresariais, com os membros do Governo”, uma equipa que faça um “levantamento do país”, que estude bem aquele mercado primeiro.

E sugeriu ainda que as grandes empresas sigam o exemplo da Mota Engil, que dá apoio à internacionalização de pequenas e médias empresas e, no estrangeiro, privilegia sempre o recurso a empresas portuguesas que já lá estão instaladas.

Outro aspeto salientado é a estabilidade fiscal, considerada essencial para captar investimento estrangeiro em Portugal. “Tem de haver estabilidade a vários níveis em Portugal e a estabilidade fiscal é central”, frisou Jorge Coelho.

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