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 Porto de Pesca Costeira - Por Paulo Magalhes

Porto de Pesca Costeira - Por Paulo Magalhes
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Guarda das margens do Rio Novo do Prncipe um nome bonito.

A função de António Dias da Silva e dos outros guardas da J.A.R.B.A. talvez não. Só gosta dos guardas quem deles se socorre e eram poucos; muitos mais os denunciados, autuados, despedidos.

A Junta Autónoma era ao tempo gorda de poderes, era da Ria e da Barra de Aveiro.

Os guardas escreviam cartas contando os sucessos da jorna, denunciando albertos com alcunha de espantar – “O Imaginário”.
Arregimentavam blademiros para atazanar a vida ao Labareda e ao Espeta. Havia os que eram delas, também: o João da Jacinta, o Manoel da Laura.

Havia murros e houve tiros de susto: cresceram para mim todos os três indivíduos | descarreguei um tiro | atira para o meu cú.Havia barqueiros, dragadores, arrais, proprietários que ensaiavam atitudes desmanchadas desafiando a farda. Porrada a valer quando os meios suasórios não atingiam os fins previstos.

Eles, os guardas, escreviam para os engenheiros-directores lerem e ditarem inapeláveis sentenças: eliminar os que forem considerados indesejáveis | proceder energicamente contra os “meneurs” da greve | trabalhar mais e converçar menos.

A História com H GRANDE não gosta de ser servida com miúdos. Gosta das obras, do fausto, do respeito, da ordem, com Saúde e Fraternidade, sempre a Bem da Nação.
Mas a História dos nobres feitos argamassa-se, dia e noite, das estórias sem h, da petite histoire que o povo-denunciado vai serzindo, para o povo fardado de polícia poder denunciar.

As cartas aqui expostas ajudam-nos a revelar instantâneos do quotidiano ria fora, porto dentro, 1925 a 1949. Aguarelam-nos a vida como ela era, dos que faziam para o sustento, dos que transgrediam, dos que tentavam fintar a má sina da pobre vida, e dos encontros obrigatórios com a ordem, as leis, os regulamentos. Os guardas da J.A.R.B.A.

Para as leituras que cada um queira fazer.

Com mais ou nenhuma paixão, pêndulo descaindo para os autuados, pêndulo batendo-se pela Ordem.

Eram, todos eles, os que não sabiam escrever o nome, os que escreviam os nomes deles e os que decidiam da sorte das carnes de tais nomes, Trabalhadores. Trabalhador-arrais, Trabalhador-polícia, Trabalhador-Engenheiro-Director.

Pelo meio, lá fora, houve uma guerra mundial.


PASTA 76 e 76-A - Participações dos guardas da Junta Autónoma da Ria e Barra de Aveiro e avulsos – 1925-1949

Patente no Museu da Cidade de Aveiro até 25 de Março, com o seguinte horário:
terça a sexta 9h30-12h30 e 14h-18h / Sábado e Domingo – 14h-18h [encerra à segunda-feira]



Ficha técnica

Exposição documental e de peças museológicas do Arquivo Histórico-Documental do Porto de Aveiro

Organização | Arquivo Histórico-Documental do Porto de Aveiro [AHDAPA]
Alto Patrocínio | Comunidade Portuária de Aveiro
Colaboração | Museu da Cidade de Aveiro - Câmara Municipal de Aveiro
Concepção e coordenação | Dinis Manuel Alves [APA, S.A]
Coordenação Executiva | Sérgio Dias, Ricardo Paulo [APA, S.A.]
Digitalização e tratamento de documentos | Maria João Gamelas [APA, S.A]
Legendagem e descrição documental | Gabriela Mota Marques [Museu da Cidade de Aveiro]
Montagem | Equipa do Museu da Cidade de Aveiro

 

 








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